Archive for the ‘Sociedade’ Category

Técnica de desassédio consciencial inspirada por Richard Feynaman

February 22, 2011

Primeiro, assediador consciencial é aquela consciência (espírito ou pessoa) intra ou extrafísica cujo convívio social deixa de ser baseado na cooperação, e passa a envolver simbiose, parasitismo ou outra interdependência patológica. Exemplos de assediadores conscienciais são os pidões, os invejosos, os ciumentos, os apaixonados, os ditadores, os obsessores, as larvas e os vampiros extrafísicos.
Os tratamentos menos úteis que podemos dar a um assediador é a raiva ou ódio, por um lado, e a ratificação ou apoio por outro. O melhor a ser feito é reconhecer o caráter do assédio e esclarecer as partes envolvidas, se possível.
O maior problema é o fato de algumas pessoas se deixarem ser assediadas por acreditarem que estão sendo caridosas ou por um sentimento de auto-culpa que as leva, inconscientemente ou não, a se submeterem à penitência do assédio. De uma forma ou de outra, aceitar o assédio é também uma patologia consciencial.
No vídeo a seguir, temos uma parte da entrevista do físico Richard Feynman onde ele comenta muito sabiamente “eu não sou responsável pelo que as outras pessoas acham que eu posso fazer”.

E é por aí mesmo. Ninguém deve se submeter a exigências insalubres baseadas nas concepções erradas dos outros. Toda vez que alguém exigir algo que acreditamos estar fora de nosso alcance ou que nos prive de um humor saudável, temos o direito de dizer “eu não sou responsável pelo que esta pessoa acha que devo fazer”. Além disso, há situações em que o melhor que podemos fazer pelas pessoas é não fazer nada.

PS: A transcrição da entrevista do Richard Feynaman pode ser lida no seguinte site http://tinyurl.com/4kgxthe. Este post comenta sobre a seção “I don’t Have to Be Good Because They Think I’m Going to Be Good.”

Sobre um pouco de socialização elétrica

April 5, 2009

Impossível, é não regozijar por fazer parte de um grupo de pessoas apaixonadas pelo que fazem.

Sexta-feira (03/04) pela manhã, a Professora Doutora Engenheira Maria da Guia da Silva veio parabenizar-me pelo trabalho que eu e um grupo de amigos fizemos para recepcionar os novos alunos do curso de Engenharia Elétrica. Acreditem que foi possível juntar pessoas de graduação e de doutorado para dizer que a única forma de melhorar o curso de engenharia é melhorar primeiro a si mesmo e, só depois, motivar outras pessoas com o exemplo. Um pensamento essencialmente cristão em um meio onde questiona-se até a existência de Deus.

Talvez a dificuldade das disciplinas de forte base matemática seja um dos motivos que impediram que outros movimentos deste tipo acontecessem (eu, por exemplo, não conheci ninguém de fora do meu período por quase um ano). A verdade é que ao chegar na UFMA, o calouro de engenharia se depara com uma situação de abandono e tem que estudar cadeiras de cálculo, física e programação que mal se entende a utilidade. Por mais que um professor diga que a sua disciplina seja importante, é um pouco complicado de aceitar, uma vez que ele vive daquilo e deve, obviamente, achar que é a coisa mais importante do curso. Para que o conselho do professor surta real efeito, é necessário que os iniciados no mundo da Elétrica observem alguns problemas que sejam solucionados com as ferramentas que ele vai aprendendo durante o curso. A forma mais rápida de fazer estes novos alunos terem contato com problemas de engenharia, a meu ver, é através de um laboratório de pesquisa. Tendo isto em mente, fiz uma apresentação motivacional cujo título era “Por que entrar em um laboratório de pesquisa?” e outra sobre o Laboratório de Processamento da Informação Biológica (PIB) [1], onde trabalho. Além das minhas apresentações, outros alunos do curso falaram de suas respectivas áreas de atuação. O que me deixou mais inspirado foi ver como as outras pessoas também amam o que fazem. De técnicas para análise estatística da confiabilidade de sistemas elétricos [2] à programas de auxílio ao diagnóstico médico implementados em celulares [3], passando pelo projeto de geração de energia para a Ilha dos Lençóis [4], eu pude ver como a universidade tem a oferecer de ciência e tecnologia para a sociedade, se puder contar com as pessoas certas.

Estão todos de parabéns. Eu espero que nosso trabalho estimule outras pessoas a se apaixonarem e se dedicarem pela Engenharia Elétrica.

Sobre os professores responsáveis pelos projetos citados:

[1] Allan Kardec Barros

[2] Maria da Guia da Silva

[3] Denivaldo Lopes

[4] Osvaldo Saavedra, Luiz Antonio Ribeiro, José Gomes

Deve-se mudar a maneira de provar um ser humano com três hemisférios cerebrais?

April 1, 2009

Recentemente, os seres humanos agregaram um novo hemisfério a seus cérebros. Com o advento da computação e o barateamento da tecnologia quase todo mundo tem um laptop e/ou um desktop em casa, no trabalho ou em uma Lan House próxima. Este fato trás consequências sobre o modo como devemos nos enxergar perante o mundo. O que era um grande feito há vinte anos atrás pode não significar muito hoje em dia. As cobranças são maiores e devemos acompanhá-las.

Hoje, 1 de abril, dia da mentira, recebi congratulações pelo meu suposto aniversário. Menti a data em que eu nasci por um bom tempo no Orkut e sem nenhuma surpresa, vi pela manhã recados de amigos de infância “lembrando” do dia em que completo mais um ano de vida. Meu motivo não foi, de forma alguma, incomodar as pessoas que confiaram no aviso ou testar quem realmente sabia da data verdadeira, mas apenas mostrar que de alguma forma, a mente das pessoas está mudando e se integrando com o computador. Lembro da minha mãe anotando em uma agenda as datas, ligando para amigos, lhes oferecendo algumas frases bonitas e uma música de Roberto Carlos que ela achasse combinar com a personalidade do aniversariante. Nos dias atuais pode-se simplesmente sortear uma frase nos sites de listas de citações, copiar o link de um gif animado e, externamente, obter o mesmo efeito, porém sem nenhum significado por trás.

O que eu realmente gostaria de chamar atenção, é para o fato de que assim como provas de amizade, todos os outros meios de se julgar uma pessoa devem mudar nesta era informatizada. O Homo Laptoptopus não precisa mais memorizar tantos detalhes, além disso, a velocidade com que ele obtêm informações, faz com que ele fique entediado por ter que fazer uma prova sem o Google para lembrar a da terceira equação de Maxwell ou o nome dos tipos de células da retina, coisas que estarão obviamente disponíveis em um problema da “vida real”. Logo, tais testes ultrapassados não necessitam mais ser repetidos e a preocupação deve ser como manipular de forma inteligente os novos meios de comunicação para obter um resultado que seja válido hoje em dia.

Uma vez apontado o problema, como um aluno de engenharia que se preze, proponha algumas soluções. Para as pessoas comuns, aconselho que se aumentem suas ambições e se projetem para um futuro de manipulação em massa de informação. Hoje em dia, ter uma vida mais ou menos não é grande coisa, uma vez que pode-se realizar grandes obras com pouco investimento em aparelhos eletrônicos. Todo médico, professor, dentista e prestadores de serviço em geral, com um pouco de esforço, podem se beneficiar com a extensão de seus trabalhos para o mundo virtual. Os amigos poderiam ao menos pensar em algo inteligente para dizer antes de entrar no perfil do aniversariante, mesmo que ele tivesse “errado” na hora de digitar a data de aniversário… Para o estado, se tornou mais fácil que nunca educar uma pessoa. Com um computador com acesso a internet poupa-se dinheiro com livros por no mínimo dois anos, fora as oportunidades de trabalho que os alunos teriam com o aparelho em mãos.

PS: Espero ver planos do governo para barateamento do preço de notebooks para estudantes, antes que eu programe um serviço web que envie automaticamente mensagens de felicidade para as pessoas na minha lista de aniversariantes do Orkut (será que recebi uma mensagem de algum programa destes?).

 

PPS: Obrigado a todos que me desejaram Feliz Aniversário, mas ainda não tenho 21.