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Descanse em paz, EU!

March 3, 2013

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Sabe, eu sou do tipo que acredita que sentimentos devem ser vividos quão rápido eles surgem. Por mais que depois eu pare e pense “cara, isso não tá certo”, de alguma forma o eu do momento precisa se manifestar. Tudo isto porque sinto como se a acada momento que passasse eu me tornasse alguém diferente e o que eu fui antes, simplesmente se perde se não deixar alguma marca pra ser lembrado.

Deixe eu me explicar direito. Tou escrevendo esta carta às 22:15. Eu tava deitado, assistindo um filme que me fez sentir vontade de escrever. Agora a pouco eu tava pensando em como eu gostaria de estar viajando. Largar tudo e viver o que eu realmente sinto vontade, conhecendo a Europa, vivendo livre e criativamente. Daí pensei, que eu precisava registrar este momento. Outro pensamento dizia “não, deixa pra amanhã, depois você escreve”. Mas eu sabia que amanhã eu serei outra pessoa e talvez esta pessoa nem ao menos sinta quão importante este momento é pra mim. Simplesmente esta pessoa pode decidir que não é importante e não escrever. E assim, o que o eu de agora 28/02/2013  às 22:21 tem vontade de fazer estará perdido para sempre.
Por outro lado, de vez em quando, o eu do futuro me manda algumas informações revelando o que eu vou sentir e pensar depois. E este é o motivo que me faz viver em um malabarismo, pois não posso agradar totalmente quem sou hoje, quando isto implica em ofender quem serei amanhã.
Toda esta conversa atemporal me deixa realmente perplexo às vezes. É que de vez em quando me perco em quando eu estou. Neste exato momento, ainda não sinto vontade de pensar em como pode ser arriscado largar tudo. Na verdade, me sinto triste de pensar que daqui a algumas hora eu vou me conformar e tirar a ideia de ir pra longe da cabeça.