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Não reprimir

July 29, 2012

Ao nos concentrarmos no estudo da liberdade, percebemos que a repressão do comportamento constitui-se em uma das atuais formas de escravidão mais frustrantes e agoniantes. Portanto, com o interesse de evitar as repressões impostas, propomos não reprimir. Isto porque aquele que não dá, dificilmente aceita, pois é dando que se recebe, seja algo bom ou ruim.

Observamos também, que cada pessoa tem algo a oferecer e devemos buscar aquelas quando motivados a conviver com tais característicass. Caso desejarmos interagir com outras qualidades, acreditamos que deveríamos, prioritariamente, ir ter com outras pessoas, ao invés de forçar alguém a ser como gostaríamos naquele momento. Por exemplo, buscamos um médico quando queremos nos aconcelhar sobre saúde. Por outro lado, tolo é quem critica um médico por não saber projetar uma instalação elétrica ou escrever um programa de computador. Que o cliente procure outro profissional, pois o certo é cada macaco no seu galho, correto?

Do mesmo modo, seria correto proceder com os diferentes tipos comportamentais. Abaixo listamos alguns estereótipos e como não proceder, bem como seria correto lidar com eles.

Como aproveitar sem reprimir

Promíscuo

  • Não questionar a conduta e não compará-lo ao policamente correto.
  • Correto é buscá-lo quando interessado em diversões, de preferência as passageiras para desestressar e desviar a cabeça dos problemas.

Puritano

  • Não exigir-lhes que “aproveitem mais a vida” ou mencionar que eles a “desperdiçam” por nem sempre gozarem de todos os prazeres.
  • Correto é contar com tal pessoa para tarefas em que as distrações dos sentidos devem ser evitadas.

Religioso

  • Não esperar que eles assumam uma postura verbal contrária aos dogmas de seu credo, por mais que eles ajam de forma contrária.
  • Correto é perguntar-lhes sobre observações teóricas para lidar com os problemas da vida.

Estes exemplos servem para ilustrar a idéia basica da não repressão: “reconhecer o que cada um se dispõe a oferecer e saber aproveitar“.

Observações finais

Há dois pontos a serem comentados antes de terminarmos este texto. O primeiro é que não estamos propondo castas. Todos tem o direito de assumir uma ou outra conduta a cada momento. O segundo ponto é a educação. Não reprimir não é o mesmo que não educar. Apenas propomos que a educacão e as sugestões de mudança de conduta só deveriam surgir com a necessidade de oferecer um novo dom. Assim, o promíscuo, por exemplo, só seria aconselhado sobre reforma comportamental quando, por vontade própria, desejasse ser útil como alguém que não vivencia a promiscuidade.

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