Aconteceu!

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Este texto é uma contribuição de nossa professora do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, Rosemary Araújo.

Nada mais taxativo do que saber-se que algo aconteceu e não se pode mais voltar atrás. Seja porque se constata um erro e suas consequências já se fazem sentir, seja porque se quer prolongar um momento de felicidade ou alegria e bem-estar, e este já se foi.
Quando o inolvidável Chico Xavier disse magistralmente que “embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”, deixou-nos uma verdade incontestável: somos donos do nosso próprio destino! É o nosso livre arbítrio que nos faz senhores de nossas escolhas na vida e são essas escolhas que nos encaminham a destinos que podem ser cada vez melhores, onde não haverá necessidade de lamentarmos o que já aconteceu.
Se nos depararmos com situações desastrosas, advindas da nossa imprevidência, recomecemos, a fim de fazermos um novo fim. Corrijamos os nossos enganos do passado, lembrando de nunca dar asas à culpa! Não, não registremos nossos equívocos com culpa, pois, no passado, quando erramos, era aquilo que ainda tínhamos a oferecer aos outros e a nós mesmos. Será que hoje, diante da mesma situação, agiríamos como agimos antes? Certamente que não. Hoje já somos detentores de um conhecimento antes ignorado. Se hoje temos este conhecimento é porque tivemos que experimentá-lo naquele momento em que cometemos o engano. Hoje não! Hoje podemos modificar o desfecho dos acontecimentos e, ao constatarmos novamente que já aconteceu, o resultado poderá ser bem mais agradável, se nos empenharmos em melhorá-lo.
Porém, se, ao reverso, o que encontramos são situações de lamento por algo maravilhoso que nos tenha acontecido, também podemos daí tirar lições de aprendizado sublime, constatando que, afinal, já somos capazes de feitos, senão gloriosos, pelo menos, satisfatórios, que nos concedem um certo refrigério nas lutas diárias. Mas nada de lamúrias, lamentos ou tristezas pelo que já aconteceu e não voltará mais.
Nas variadas leituras sobre a vida de Chico Xavier, certa vez, deparei-me com a narrativa de que ele teria pedido aos Espíritos que lhe trouxessem uma mensagem de Maria de Nazaré que o orientasse. Ao retornarem, em atendimento à solicitação do Chico, os Espíritos teriam trazido a frase: “Isso também passará!”. Chico meditou sobre ela e, a partir desse momento, teria a mensagem sempre às suas vistas, a lembrar-lhe sempre da fugacidade dos acontecimentos, sejam eles tristes ou alegres, mansos ou ferozes, nossos ou alheios…
Diante dos fatos transcorridos, em vez de lembrarmos do antigo personagem da TV, que a tudo resolvia com o seu “e zé fini, tá na boca do Brasir”, façamos como o compositor, perguntemo-nos “e agora, José?”, o que podemos fazer para nos garantir um final mais feliz?

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