Theoretical English Learning

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Estreio minha participação nesse blog com um post sugerido por Éder.
Confesso que me orgulho de ser capaz de me comunicar através da língua inglesa, mesmo que tal feito não seja lá tão impossível de ser realizado. E é esse pensamento que cada pessoa que decide aprender uma língua estrangeira deve ter em mente: Não se trata de algo difícil. Primeiro porque é uma habilidade natural do ser humano, além disso, caso o primeiro argumento não tenha convencido, fique sabendo que a Luciana Gimenez fala inglês perfeitamente, e na boa, se ela pode, QUALQUER UM também consegue.
Aprendi inglês assistindo TV. Ok, até tive aulas do idioma na escola e em um curso especializado, mas confesso que isso não deve ter representado nem 20% do meu aprendizado.
Alguns Linguístas diferenciam a aquisição do  aprendizado de língua estrangeira. O aprendizado se daria através de métodos formais, como aulas e estudo de regras, enquanto que a aquisição se daria de maneira mais informal, uma pessoa que aprende a falar inglês apenas pelo fato de ter feito um intercâmbio nos Estados Unidos, serve como exemplo. É por isso, portanto, que nos referimos à aquisição de língua materna, e não aprendizado, já que ninguém chega ao extremo de colocar um bebê sentado em uma cadeira, munido de cadernos e livros, enquanto o ensina regras de sintaxe.
  • Raciocinemos: Nem todo mundo que somente assiste aulas de inglês na escola ou no curso, por exemplo, domina o idioma, certo?
O aprendizado, neste caso, não surte o efeito desejado. O que fazer? Ora, se só o aprendizado não deu conta, que tal um pouco de aquisição?
A característica principal de um intercâmbio é o contado natural que o indivíduo tem com a língua e, graças à tecnologia de que hoje dispomos, esse contato natural pode ser simulado de diversas maneiras. Por exemplo:
  1. Escute músicas,
  2. assista videologs de adolescente reclamando da mãe no YouTube ou,
  3. faça como eu fiz, veja séries, de preferência muitas*.

Em um próximo post explico o porquê da minha preferência por séries e posto um passo a passo de como utilizá-las para melhorar seu inglês.

Por enquanto, é só.
*O autor deste post acompanha, em média, 10 séries por temporada, dentre elas The Big Bang Theory, Two and a Half Man e Lost. Ele não precisa de legendas para nenhuma. Acompanhe os próximos posts para conhecer a teoria que ele aplicou para atingir este nível de prática. – Nota do Editor
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5 Responses to “Theoretical English Learning”

  1. edersantana Says:

    Arthur,
    O que achei mais interessante foi a idéia de SIMULAR um intercâmbio. Realmente a parte do lestining pode ser feitas com músicas e vídeos, mas o que você sugere para simulação da conversação? Ou seja, como simular o feedback que se tem em um intercâmbio de verdade?
    Acho que este último ponto completaria sua teoria.

  2. Arthur Says:

    Éder,
    talvez não tenha ficado claro, mas não acredito que EXCLUIR o processo de aprendizagem para ficar apenas com o de aquisição funcione. Por isso, acredito ser importante que, mesmo que a pessoa assista a séries ou mantenha contato com a língua estrangeira em questão de maneiras alternativas, não deixe de freqüentar aulas de inglês. Dessa forma, você tem contato com ambos os métodos e estará a um passo a frente de quem, por exemplo, aprende a língua através de uma exposição. Essa, inclusive, é uma das vantagens que encontramos na aquisição de uma lingua se nos compararmos a uma criança: nós temos consci^ncia do que está acontecendo e podemos procurar melhores condições para realizar tal atividade.

  3. Luciano Hilton Says:

    Arthur, você captou bem a idéia de como realmente se aprende uma língua – e é bem isso mesmo. Certa vez um professor meu propôs dar aulas de latim aos alunos, mas ele deixou bem claro que não ensinaria gramática porque nós já temos noção de gramática desde que nascemos (!) Por incrível que pareça, existem pesquisas que comprovam isso e já até li algumas coisas sobre na época que fazia fonética no ICBEU. Isso explicaria o fato, já mencionado por você, de como uma criança aprende sua língua primária “de ouvido” e consegue não apenas reproduzir sons, mas criar frases com sentido completo.

    Com relação a dúvida do Eder, simular uma conversação sozinho não dá, a menos que você seja louco por completo e finja que é duas pessoas. Mas, se você é apenas meio louco, dá pra fazer outra coisa. Essa é uma “técnica” que eu uso para estimular a fala e o raciocínio em inglês. Trata-se, basicamente, de falar sobre coisas aleatórias à medida que elas surgem. Por exemplo: em um momento livre, eu estou assistindo televisão e vejo uma entrevista de alguém falando sobre aquecimento global. Imediatamente, eu me coloco no lugar dessa pessoa e falo sobre tudo aquilo que eu sei sobre aquecimento global, mas em inglês, como se eu fosse o entrevistado. Ou então eu posso tecer comentários sobre aquilo que quiser – lendo uma revista, posso comentar o artigo que está sendo lido.

    O mais importante é que se perca a vergonha e se faça tudo isso em voz alta, pois só assim você terá noção de pronúncia e estruturação das palavras. Às vezes é bem difícil pensar em outra língua, especialmente se uma resposta rápida é requerida e tais exercícios ajudam bastante nessas situações.

    Espero que tenha ajudado de alguma forma.

  4. edersantana Says:

    Valeu pela dica, Luciano. “Pensar em inglês” de fato importa muuuito para aquisição mais da língua. Imagina o sofrimento de quem tenta traduzir tudo que ouve!!!

  5. THEORETICAL ENGLISH LEARNING PT. 2 – Deliberate Listening « Theoretical Something’s blog Says:

    […] THEORETICAL ENGLISH LEARNING PT. 2 – Deliberate Listening By edersantana Theoretical English Learning é uma série escrita por @arthur_santana sobre aquisição uma nova língua. Leia também a parte 1. […]

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