Archive for March, 2010

THEORETICAL ENGLISH LEARNING PT. 2 – Deliberate Listening

March 29, 2010

Theoretical English Learning é uma série escrita por @arthur_santana sobre aquisição de uma nova língua. Leia também a parte 1.

O uso de material audiovisual para a simulação de situações reais de uso de uma língua estrangeira são, sem sombra de dúvidas, um dos mais eficazes. O áudio combinado com o vídeo proporcionam não somente o contato do ouvido com o inglês, mas também propicia aspectos importantíssimos no momento da comunicação, como a entonação, expressão, gestos, etc. De maneira mais simples, o vídeo nos proporciona um ‘contexto’, muito importante no ato de comunicação.

Aprender inglês utilizando música, por exemplo, me parece muito mais complicado, já que o inglês das músicas não é “falado” e sim “cantado”. Ou seja, muito além de apenas tentar transmitir uma mensagem através da língua, o cantor precisa se preocupar com afinação, harmonia, sem contar os gritos e “uoooouoooos” que devem aparecer no meio das músicas para explicitar a potencia vocal daqueles que interpretam uma canção.

Sendo assim, séries vêem a calhar como alternativa para quem desejar melhor suas habilidades com a língua inglesa. Não são tão demoradas quanto filmes, que também são ótimas ferramentas, mas só para aqueles que possuem mais tempo sobrando.

Entretanto, vale lembrar que tudo deve ser feito de maneira racional. Por mais que House, MD, seja uma das melhores séries no ar atualmente, não aconselharia que alguém que desejar melhorar o inglês a assista com esse propósito. Afinal de contas, termos técnicos da medicina transbordam pelos episódios, e se você, assim como eu, não sabe o que significa metade deles em português, podemos imaginar como será em inglês, certo?

Para iniciantes, aconselho séries “fúteis” que não precisam de grande atenção em cada detalhe da trama para que ela possa ser entendida. Os reality shows da E! são ótimas armas, mesmo que altamente estigmatizadas, para quem quer ter noções básicas e verdadeiramente funcionais de inglês. Exemplo destes reality são

  • The Girls Next Door
  • Keeping Up with the Kardashians
  • Kourtney and Kloé take Miami

Outra dica é fazer uma espécie de nivelamento:

  1. Comece, com ajuda de fones de ouvido, com séries em inglês com legendas em português para que seu ouvido se acostume com a língua.
  2. Depois de algum tempo, mude as legendas de português para inglês. Nessa etapa lembre-se de uma coisa, o contexto é o mais importante, não fique parando o tempo todo para procurar traduções de termos desconhecidos. Quando perceber que já possui certo domínio, tire as legendas de vez.
  3. O próximo passo será abolir os fones de ouvido. Com eles, você isola o som da língua e, numa situação real de uso da língua, isso não acontece. Por isso, comece a assistir tudo em uma TV a certa distancia de você e, de preferência, com pessoas na casa. Você perceberá que a conversa e até mesmo os barulhos mais simples tornam tudo muito mais complicado. Quando fiz isso, tive que voltar a ter ajuda das legendas em inglês, mas é apenas uma questão de costume para que consiga entender o que os personagens dizem sem ter que ler a tradução ou pedir para que todos calem a boca.

Como você pode ver, trata-se de um processo um pouco demorado e progressivo, mas os resultados são impressionantes. Hoje, que já consigo assistir a um filme ou a uma série na TV da sala com barulhos e sons de conversa ao redor sem que isso afete minha compreensão, lancei-me um novo desafio: a tradução, que é algo mais complicado, já que nessa etapa é preciso que eu não só entenda a mensagem, mas que consiga traduzir para o português, todos, ou quase todos, os termos ditos.

Para aqueles que não estão dispostos a tal esforço ainda há algumas alternativas:

  • Converta-se ao espiritismo e peça a Deus que na próxima encarnação nasça na terra do tio Sam;
  • Ou então, faça um intercâmbio. Caso não tenha dinheiro, lembre-se da Sol e procure um coiote online! Mas é bom que aprenda logo a dançar em cima do balcão. #TENSO
Advertisements

Pra que e como ser ambidestro?

March 24, 2010

Um amigo nosso perguntou se era possível forçar/treinar ambidestria depois que leu sobre Os sete hábitos de trabalho de Aluísio Azevedo, outro perguntou sobre o motivo do nosso mouse estar “do outro lado”. Para responder estas perguntas e estimular uma prática que acreditamos ser muito saudável é que analisaremos a teoria prática por trás da ambidestria.

PRA QUE SER AMBIDESTRO

Antes de mais nada, alguns estímulos para desenvolver o lado não dominante

  1. O que diz o espelho. Temos boas chances de acertar quando dizemos que o ombro do seu lado dominante (o direito, sem diminuir muito as chances) é mais baixo. Ser torto não é muito elegante, além disso, ao longo do tempo, forçar preferencialmente um lado do corpo pode machucar a coluna.
  2. Conversar com o outro lado do cérebro. Alguns pacientes cujos hemisférios cerebrais são separados (na verdade, uma pontezinha de neurônios é cortada) em cirurgias relatam terem sensações das quais não conseguem falar sobre. Isto porque, em geral, a atividade dos pensamentos que eles tiveram estar localizada em um lado e o controle motor para a fala se realizar do outro. Sem ter que ouvir nossos amigos estudantes de neurociência reclamar da nossa falta de rigor e incorreção, podemos dizer também que escrever com a mão não dominante gera sensações novas e diferente da de escrever “com a mão certa”. Às vezes é preciso ser mais criativo para se esperssar corretamente e em poucas palavras, principalemente quando treinando a “mão lenta”.
  3. Se o piloto morrer… Eu não gosto desta desculpa para aprender a controlar aviões, mas se por um acaso machucarmos um braço é bom estar preparado para usar o outro.
  4. Auto-otimização de 50%. “Essa minha mão é inútil”, “nunca fiz gol de pé esquerdo”, “cortei um dedinho, não posso fazer prova”. Este tipo de afimações demonstram quão pouco eficientes e robustos a falhas somos com relação a nós mesmos. Para reverter este quadro continuemos a leitura.

COMO SER AMBIDESTRO

Aqui vão algumas hábitos que desenvolvemos e pesquisamos para desenvolver nossas canhotas.

  1. Escolha um objetivo e tenha paciência. Escolher uma meta serve como guia para os exercícios que se seguem e a paciência é para não exigir os mesmos resultados, imediamente, que podemos obter com a destra. Em particular, nosso objetivo é escrever e desenhar com a mão esquerda.
  2. Volte a ser criança. Pegue uma caligrafia infantil, um lápis de ponta resistente e comece a escrever com sua “nova mão”. Um coisa é muito importante, assim como nossas professoras e mães foram pacientes quando aprendemos a escrever pela primeira vez, é importante nos darmos tempo suficiente nesta segunda.
  3. Mude as coisas de lugar. Além do lápis, passe o mouse do seu computador, a escova de dentes, o garfo, o violão e tudo quanto for possível para a mão a ser treinada.
  4. Exercícios concentrados. Na academia sempre nos dizem para fazer os exercícios “concentrados”. Eles se referem a fazer as repetições com calma e aplicando a mesma força com os dois lados do corpo. Isto vai fortacelar os braços e as pernas em equilíbrio, além de realinhar nossos ombros. Esta dica também vale para aquelas flexões e abdominais que fazemos em casa.
  5. Andando como a Gisele. Peguemos dois vídeos da Gisele Bundchen, um do começo da carreira e outra do auge e veremos como o jeito de andar melhorou. No começo ela concetrava a pisada na perna direita e fazia este lado da cintura ir mais alto, era feio. Ambidestria é sobre equilíbrio dos dois lados e, ter atenção à maneira de caminhar e à todas as coisas simples do dia-a-dia, faz toda a diferença. O segredo é treinar para pisar, balançar os braços e o tronco, tudo igualmente.
  6. Malabarismo. Isto é realemente muito divertido e ajuda bastante. Pegue três bolas (servem três limões grandres) e treine primeiro a mão não dominante com apenas uma bola. Depois, com duas bolas e apenas uma mão. Por último, o exercício com duas bolas mas reversando entre as mãos. Para malabarismo com quatro bolas, veja o vídeo.
  7. Exercícios de coordenação motora. Existem também alguns outros exercícios de coordenação motora, além do malabarismo, como escrever com as duas mãos ao mesmo tempo para que uma “ensine” a outra, dançar, jogar video game, em fim, tudo que exija que não nos limitemos a apenas um lado e crie novas conexões em nossos cérebros. Quanto mais coisas nos treinarmos para fazer, melhor o controle que teremos sobre nosso lado não dominante.

Resumindo para um corpo harmônico e ambidestro temos que disciplinar nossa paciencia, treinos, atenção aos detalhes de nossas ações e lembrar que não somos apenas meia pessoa. Da próxima vez que nos perguntarem se somos canhotos ou destros responderesmos, com sinseridade, SIM.

Theoretical English Learning

March 21, 2010
Estreio minha participação nesse blog com um post sugerido por Éder.
Confesso que me orgulho de ser capaz de me comunicar através da língua inglesa, mesmo que tal feito não seja lá tão impossível de ser realizado. E é esse pensamento que cada pessoa que decide aprender uma língua estrangeira deve ter em mente: Não se trata de algo difícil. Primeiro porque é uma habilidade natural do ser humano, além disso, caso o primeiro argumento não tenha convencido, fique sabendo que a Luciana Gimenez fala inglês perfeitamente, e na boa, se ela pode, QUALQUER UM também consegue.
Aprendi inglês assistindo TV. Ok, até tive aulas do idioma na escola e em um curso especializado, mas confesso que isso não deve ter representado nem 20% do meu aprendizado.
Alguns Linguístas diferenciam a aquisição do  aprendizado de língua estrangeira. O aprendizado se daria através de métodos formais, como aulas e estudo de regras, enquanto que a aquisição se daria de maneira mais informal, uma pessoa que aprende a falar inglês apenas pelo fato de ter feito um intercâmbio nos Estados Unidos, serve como exemplo. É por isso, portanto, que nos referimos à aquisição de língua materna, e não aprendizado, já que ninguém chega ao extremo de colocar um bebê sentado em uma cadeira, munido de cadernos e livros, enquanto o ensina regras de sintaxe.
  • Raciocinemos: Nem todo mundo que somente assiste aulas de inglês na escola ou no curso, por exemplo, domina o idioma, certo?
O aprendizado, neste caso, não surte o efeito desejado. O que fazer? Ora, se só o aprendizado não deu conta, que tal um pouco de aquisição?
A característica principal de um intercâmbio é o contado natural que o indivíduo tem com a língua e, graças à tecnologia de que hoje dispomos, esse contato natural pode ser simulado de diversas maneiras. Por exemplo:
  1. Escute músicas,
  2. assista videologs de adolescente reclamando da mãe no YouTube ou,
  3. faça como eu fiz, veja séries, de preferência muitas*.

Em um próximo post explico o porquê da minha preferência por séries e posto um passo a passo de como utilizá-las para melhorar seu inglês.

Por enquanto, é só.
*O autor deste post acompanha, em média, 10 séries por temporada, dentre elas The Big Bang Theory, Two and a Half Man e Lost. Ele não precisa de legendas para nenhuma. Acompanhe os próximos posts para conhecer a teoria que ele aplicou para atingir este nível de prática. – Nota do Editor

Os sete hábitos de trabalho de Aluísio Azevedo

March 20, 2010

“Eu me divirto com a mediocridade alheia”. (um nosso irmão)

“Ah, meu filho, eu não nasci pra viver em cortiço”. (mamãe)

As frazes acima foram as que nos motivaram a ler o O Cortiço de Aluísio Azevedo. Na  edição deste livro que tem aqui em casa, vão algumas considerações interessantes sobre o autor, dizendo inclusive, que ele foi o primeiro brasileiro a viver unicamente da literatura. Achei muito interessante um conterrâneo ser o primeiro a fazer algo, visto que nossa terra (São Luís do Maranhão) tem fama de copiar e abrir barbearias uma do lado da outra pra “fazer concorrência”. Porém, o fato deste escritor ter vivido no século XIX fez com que não seja fácil obter informações cruciais do tipo “como esse sujeito fazia pra conseguir sobreviver só escrevendo?”. Isto é o que nos inspirou a [invent…|deletar] teorizar Os sete hábitos de trabalho de Aluísio  Azevedo.

  1. Acordar cedo e escrever. Por se levantar às 4:30 da manhã, Aluísio tinha a casa em total silêncio por pelo menos quatro horas. Além disso, isto fez com que ele pudesse trabalhar todos os dias no horário em que estava mais bem disposto e muito antes das obrigações triviais.
  2. Trabalhar em blocos de tempo. Enquanto escrevia Casa de Pensão, o autor percebeu que era mais produtivo quando fazia pequenas pausas após alguns períodos de trabalho. Por isso, ele se valia de uma ampulheta que o fazia levantar de 50 em 50 minutos para descansos de 10 minutos para fazer alguns alongamentos, comer umas frutas, ir ao banheiro, etc. Ele afirma que esta é uma boa prática porque distrações são inevitáveis, logo, o melhor a se fazer é definir uma ordem para distração.
  3. Água sempre à mão enquanto trabalha. O senhor escritor de O Mulato fazia aquelas rápidas meditações, para decidir a melhor forma de escrever alguma idéia, ingerindo alguns goles d’água. Disse em uma carta à esposa que água o ajudava a receber inspiração, além disso, evitava ter que levantar antes do horário de descanso só para se hidratar.
  4. Dois projetos por vez, um por dia. Enquanto trabalhava em obras naturalistas, que denominava artísticas, Azevedo também escrevia romances de folhetim comerciais que ajudavam a manter as contas em dia. Ele sempre trabalhava em uma obra artística e umacomercial ao mesmo tempo, no entanto, só escrevia para uma ou outra por dia, para evitar se sentir sobrecarregado. Em um de seus diários vai escrito “…como o atleta que num dia exercita os braços e no outro as pernas, eu forço os meus bíceps naturalistas alternadamente com os gastrocnêmios românticos. Enquanto um músculo trabalha, outro descansa e ambos se desenvolvem…”
  5. Ambidestria. Passar horas e horas escrevendo não é fácil. Lesões nos punhos e ombros eram (e ainda são) um mal comum entre os autores. Além disso, o escritor em questão se recusava a “desperdiçar um membro útil” e treinou diariamente sua mão esquerda para escrever tão bem e rapidamente quanto a esquerda.
  6. Redação bosquejada. Ele aprendeu a desenhar e pintar quando pequeno. E é por isso que sua mesa de trabalho estava sempre cheia de ilustrações que fazia para serem utilizadas como referências do que deveria descrever de cada cena. O desenho o ajudava a não se sentir perdido e o impedia de ser prolixo.
  7. Inspirar-se lá fora. Seguindo os exemplos de Zola, que conviveu seis meses com os mineiros mineradores para escrever Germinal, A2 ia toda sexta feira para os bares de classe média e baixa “olhar o movimento“. Esta experiência com aqueles que analisava deu tamanha veracidade a suas obras que as suas vizinhas malediziam: “… eu é que não sei se Azevedo não andou se engatando nos toutiços das lavadeiras de quem ele fala em seus “livros nojentos” (como o povo se referia às obras naturalistas)”.
… Artur, meu irmão, espero um dia que meus métodos sirvam de inspiração para gerações futuras. Não para deixar testemunho de mim mesmo, mas para que sobreviva a obra sobre o homem… (Aluísio Azevedo, em uma carta ao irmão mais velho)
Créditos das imagens: Wikipedia e Editora Avenida

A mente harmonizada: o equilíbrio entre esforços ativos e passivos

March 18, 2010

Em nosso texto Siga o exemplo dos grandes cientistas e leia menos propusemos que os bem sucedidos intelectualmente tem em comum a característica de se dedicaram mais a esforços ativos (organizar idéias, resolver exercícios, escrever blogs, etc) que passivos (assistir TV, ler, ouvir música, etc).

Com o intuito de impedir que algum leitor se esgote mentalmente por “sugestão nossa”, lembramos que para tudo na vida é necessário equilíbrio. Como vai escrito em nossas mensagens de MSN, nada pode ficar de fora e nada pode existir em excesso.

Schopenhauer disse que não é lendo que absorvemos conhecimentos, assim como não é engolindo que nos alimentamos, mas é pela absorção dos nutrientes, sejam eles alimentares ou intelectuais, que a pessoa se desenvolve.

Utilizando a mesma metáfora digestória, segue-se que aquele que mantem-se sempre em atividades passivas (engolindo, lendo) adoecerá por excesso, assim como, aquele sempre na ativa (absorvendo, escrevendo) sofrerá de inanição.

Concluímos sugerindo que o leito busque por uma correta organização de tempo que o ajude a ser harmonizado mentalmente, intercalando esforços passivos e ativos.

Credito da imagem: Garrett Lisi um físico teórico surfista que vive em Maui em quem botamos mó fé.

O que queremos ser quando blogar?

March 15, 2010

Tenho 93,58% de certeza que não somos os único que acordam na segunda como crítico de cinema, auterofilista na terça, vão dormir geneticista na quarta e se imaginam em congressos sobre cognitivismo aplicado ao desenvolvimento de ambientes de trabalho acadêmico na quinta (só pra começar a semana). Mas, conciliar ter bater que bater ponto todo santo dia de semana numa faculdade, escritório e afins com esse lado multitarefas, faz qualquer idéia de necessidade de foco passar longe. Na outra mão (soa melhor em inglês), deixar de lado estes impulsos de se sentir conectado com tudo no mundo pode ser muito frustrante.
Para tentar resolver este problema, podemos recorrer à nossa prática favorita aqui no Theoretical Something:

  • Pedir ajuda aos clássicos

Particularmente, as referências que nos vem em mente no momento são Jesus, Buda, Dirac e Leonardo da Vinci.
Pesquisando sobre Jesus temos que o que importa é cuidar do dia de hoje, pois o amanhã já tem suas preocupações. De Buda temos que toda as satisfações e problemas nascem e terminam dentro da mente. Lembrando Dirac, tomamos nota de que a busca pela satisfação estética é uma boa direção a seguir mesmo em áreas como matemática e física de partículas. Com Leonardo, temos  vários cadernos cheios de notas em uma ordem (aparentemente) inexistente sobre assuntos que vão de pintura, à astronomia, passando por botânica, escultura, música, engenharia militar e tudo aquilo que algum dia na vida já quisemos fazer.
Legal, agora como juntar tudo que aprendemos e resolver nosso problema de crise de personalidade profissional? Nossas conclusões nos levam a pensar em

  • Escrever para agradar nossas mentes no momento com algo bonito sobre o assunto que der na telha.

Normalmete, nossas necessidades de encarnar o zoólogo experimental não são muito profundas, bastando, para tanto, fazer alguma coisinha para satisfazer, como escrever um post. Quando a vontade de se tornar piloto de avião comercial é mais séria, escrever um texto sobre as espectativas, prós e contras também pode ajudar.
Portanto, esperamos que nossos leitores não se incomodem se uma vez ou outra convidarmos um político, mecânico, cozinheiro e professor de ikebana para fazer uns posts por aqui.

Se alguém tiver outras idéias sobre como manistestar necessidades intelectuais sem compromisso e perda de foco no trabalho, por favor, compartilhe-as conosco.

Credito da imagem: aqui

Siga o exemplo dos grandes cientistas e leia menos

March 11, 2010

Um alerta. Se você está lendo este texto pensando que vai encontrar alguma técnica misteriosa que vá te ajudar a ter melhores notas sem esforço clique aqui.

Para os que não clicaram, deixem-me explicar melhor. A idéia fundamental aqui, é que acreditamos que os grandes cientistas, os melhores alunos da sua turma e todos aqueles que queremos ser quando crescer tem como uma das diferenças, dos que saem na primeira semana do Big Brother, o fato de

1 – Eles gastarem mais tempo em esforços ativos que passivos.

Com que foi exposto até agora, o leitor concordará com nosso ponto de vista se provarmos que a afirmação 1 é correta e demonstrarmos que “ler” é um esforço passivo, concordam?

Partindo deste ponto, é fácil perceber que o que Einstein tem de diferente dos outros professores é que ele ESCREVEU a Teoria da Relatividade, o cdf da sua turma TIROU as melhores notas. Ambos construíram, externalizaram, contribuíram com algo de fato. Agora, simplesmente ler não leva ninguém a lugar nenhum. Outro escreveu, fez o esforço ativo e nós, de mentes descansadas, absorvemos, fazendo, às vezes, algum esforço ativo para entender.

O leitor mais ágil já deve ter concluído, com certa raiva, que um título mais justo para este texto seria algo como “Siga o exemplo dos grandes cientistas e escreva mais”. No entanto, o leitor em sintonia conosco, percebeu que este título é perfeito por atrair o público correto para o que vai aqui escrito. Mas, ambos os grupos de leitores devem se perguntar, e agora?

Respondendo esta pergunta propomos:

  • Gastar menos tempo em esforços passivos. Assistir menos TV, ler mais rápido.
  • Dedicar mais tempo a esforços ativos. Resolver mais exercícios, voltando para o texto só quando tem dúvidas, escrever mais resumos sobre as aulas. Lançar um blog, o mais organizado possível sobre seus estudos, pois o trabalho mental exigido para tentar ensinar algo a alguém organiza a mente de tal forma que é o esforço ativo perfeito para melhor entender, seja qual assunto for.

Se alguém melhorar suas notas por ter lido menos e estudado mais, por favor, nos mande um retorno. Se pioraram, nos avise também.

Sobre Francisco de Asis e Mandelbrot

March 9, 2010

Antes de continuar a leitura, escutemos a seguinte música.

Agora uma pergunta, se tivéssemos todo o Universo em nossas mãos no momento do Big Bang e tivéssemos que definir uma lei geral para que aquele se desenvolvesse até o estado em que se encontra hoje, qual deveria ser tal lei?

Para facilitar um pouco a resposta, uma análise sobre o sobre como se comporta a Natureza pode ajudar. Para a seguinte análise, devemos observar os fractais, como os pesquisados por Mandelbrot:

Podemos ver na figura de um fractal, que este se comporta como uma função recursiva, onde cada parte assemelha-se ao todo. Por toda a Natureza, diversas são as manifestações que obedecem princípios fractais de formação:

Portanto, a lei geral da pergunta que nos fizemos, deve ter uma forma simples que, se manifestando em partes ou no todo, faça com que o Universo mantenha sempre a mesma aparência. Na nossa opinião, tal lei deveria ser, como proposta na Oração de São Francisco:

  • É dando que se recebe.

Em uma análise superficial, podemos concluir que esta é uma das mais completas leis de sustentabilidade. Pois, tudo aquilo que precisa de algo sabe obtê-lo dando ao antes que recebendo. É, também, no processo de receber o essencial em troca de pouco, que a Natureza em que vivemos se desenvolveu com

  1. As mitocôndrias que precisaram de alimento e proteção, unindo-se a células maiores para lhes fornecer energia.
  2. O Planeta Terra que precisou da luz solar, doando seu poder gravitacional para manter o Sistema em equilíbrio.
  3. Os homens que quiseram ser perdoados, perdoando.

Acreditamos, portanto, que esta é uma lei fractal simples e boa o suficiente para desenvolver qualquer complexo aos seu mais completos níveis.

Sendo feliz no calor

March 6, 2010

Este, melhor do que nunca, é o momento correto para escrevermos sobre nossas técnicas de combater a raiva nesse tempo de calor. A idéia aqui é como não se irritar acima de 30°C. A seguida, algumas dicas básicas:

  1. Perca alguns quilinhos. Se formos em nossos livros de Biologia, veremos que tecido adiposo ajuda a aumentar a temperatura interna do corpo. Por isso, além de ser útil pra sua saúde arterial, perder um pouco de peso vai te ajudar a se irritar menos com o calor.
  2. Se agite menos. Algumas pessoas nos perguntam como conseguimos estudar, ficar no PC ou desenhar nesse calor todo. Por definição, a temperatura é uma medida de agitação de moléculas, se nos mexemos muito, andamos de um lado pro outro reclamando do calor seguindo o ventilador giratório, nós agitamos as pobres das moléculas ainda mais. Por isso que, sentadinhos no nosso canto lendo um livro, acabamos por sentir menos calor que os outros.
  3. Queira ficar suado. Peguemos qualquer texto que faça ao menos uma sutil referência a Buda e veremos que as causas de nossas tristezas estão em nossas próprias mentes. Deste modo, é por nos sentirmos contrariados com o suor que reclamamos. Alguém já viu alguma pessoa na academia esperneando de raiva por estar suado? Pois é, quando nós QUEREMOS ficar suados, ninguém é contrariado e todo mundo fica feliz. Além disso, suar ajuda na dica #1.
  4. Tome banho numa boa. Aproveitemos o banho, mesmo que seja só uma molhadinha pra espantar o quentume. Mas na hora de sair, não podemos nos enxugar com tanta pressa e nem sair de dentro do banheiro correndo na esperança de que o chuveiro mudou o clima lá fora. Concluindo, lembre-se da dica #2 na hora do banho.
  5. Sociabilize. “Sai de perto de mim, eu tou com calor” é a frase que deve sair de nosso arsenal. Sejamos realistas, tudo que temos na vida são as outras pessoas e valores que definimos nas relações com elas. Deixar de ser um ser agradável para a sociedade não é uma opção NUNCA. Portanto, utilizemos estas dicas e desenvolvamos outras próprias para continuarmos sendo pessoas agradáveis mesmo que a sensação térmica passe dos 30°.

Por último, junte todas as dicas e note que ir para praia ou para um clube aquático combina tudo que foi comentado aqui. Nós estamos compelidos a vestir pouca roupa e boiar um pouquinho no mar em público.

Para mais dicas sobre o verão, veja o que Raphael Rios, um de nossos seres humanos favoritos, tem a dizer.